quinta-feira, janeiro 05, 2006

"Rei Amador" homenageado no Arquivo Histórico

Rei amador homenageado

Pela segunda vez em São Tomé e Príncipe foi comemorado o dia 4 de Janeiro, dia abnegado ao Rei Amador e por isso considerado feriado nacional. O acto central das actividades teve lugar no jardim do Arquivo Histórico do país onde foi erguido o novo busto do Rei amador. As comemorações ficaram marcadas ainda pelas várias manifestações culturais. Recorde-se que rei amador foi o chamado “preto” que se levantou com homens da sua cor e se proclamou Rei de todos os são-tomenses, Rei nomeado absoluto com poder de dar liberdade a todos os cativos.

Fonte: Tela Nón

 

 

Homenagem ao herói nacional

São Tomé inaugura busto em honra do Rei Amador

2006-01-04 16:50:51

São Tomé - No jardim do Arquivo Histórico de São Tomé em Príncipe foi erguido e inaugurado esta quarta-feira, no dia em que se assinala o feriado alusivo à morte de Rei Amador, um busto do lendário lutador angular que liderou uma das mais conhecidas revoltas e se autoproclamou Rei do arquipélago em Julho de 1595.

Nesta cerimónia estiveram presentes membros do Governo são-tomense e a presidente da União Nacional dos Escritores de São Tomé e Príncipe (UNEAS), Alda do Espírito Santos, entre outros convidados.
No acto, o ministro da Educação, Cultura, Juventude e Desporto do arquipélago, Jorge Bom Jesus, enalteceu a preservação do património cultural. «A Nação em uníssono entoa o cântico de louvar a memória do Rei Amador, figura de proa do nacionalismo são-tomense e herói da resistência colonial», sublinhou.
«Como manifesta a vontade do Governo em preservar e divulgar os nossos valores culturais, reconhecendo o papel catalisador da cultura, no processo de coesão nacional, reforço da santomensidade, na promoção do turismo e no desenvolvimento sustentável deste santo arquipélago, o património de um país por essência a sua identidade cultural, seja ele grande ou pequeno, majestoso ou simples, material ou imaterial, merece conservação por possuir um alto significado para toda a gerações futuras», acrescentou o governante.
Jorge Bom Jesus recordou ainda o discurso do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, em 2004, ano internacional da comemoração da luta contra a escravatura e a sua abolição, onde afirmava «nenhum ser humano é propriedade do outro».
«A nossa preocupação é salvar vestígios do passado, resgatar a nossa história colectiva e devolvê-la à posteridade», declarou o ministro da Educação.
«Devemos reconhecer algum défice de informação que ainda ensombra a mítica figura de Amador e sua geração, não obstante o leque de estudos já realizados, daí que se torna necessário investir num centro de pesquisa e transformar o Instituto Superior Politécnico (ISP) num embrião de investigação cientifica, dotando-o de meios financeiros, equipamentos e quadros», defendeu ainda Jorge Bom Jesus.
Para o governante, a melhor homenagem que pode ser prestada ao «ícone da longa luta de resistência» do povo são-tomense e «grande combatente da liberdade» é «arregaçar as mangas» e «enterrar as desavenças, assumindo um compromisso colectivo e patriótico de defender os interesses nacionais e transformar São Tomé e Príncipe num canto do mundo onde todos os seus filhos possam desfrutar do bem-estar».
O dia 4 de Janeiro foi institucionalizado pela Assembleia são-tomense como feriado nacional em 2004. A iniciativa partiu do escritor e deputado Albertino Bragança.
Inácio Amorim

(c) PNN Portuguese News Network

Fonte: Jornal.st

 

 

1 comentário:

africamente disse...

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