sexta-feira, agosto 26, 2005

Poesia de Conceição Lima em espanhol

A poesia da jornalista (BBC) e escritora santomense Conceição Lima encontra-se traduzida em espanhol na
Revista colombiana "Alquitrave”



segunda-feira, agosto 22, 2005

Escritores santomenses premiados

O “Grande Prémio Sonangol de Literatura 2005” foi atribuído no passado dia 19 de Agosto, a duas obras de escritores africanos e insulares: uma de um escritor santomense e outra de um caboverdiano. A obra premiada do escritor santomense, Malé Madeçu, foi “Retalhos do Massacre de Batepá” e a do Caboverdiano, Fidalgo Preto, “Baban, o Ladino”.

O júri foi presidido pelo escritor caboverdiano Corsino Fortes e era constituído pelos angolanos Marisa Costa, Cornélio Caley (meu querido  colega e amigo) e Jorge Macedo. Foi ainda atribuída a menção honrosa à obra "Levélengué - as gravuras de Gabriela", da escritora santomense Natasha Lueje.

O Grande Prémio Sonangol de Literatura 2005 está avaliado em 25 mil dólares e, a partir deste ano, passa a realizar-se de cinco em cinco anos, mas a menção honrosa, que no futuro só será atribuída a escritores angolanos, terá uma periodicidade anual.

São Tomé está de parabéns, bem como a sua cultura e os seus escritores. Aguardemos que estas obras sejam divulgadas também em Portugal.

 

Um abraço,

Brígida

domingo, agosto 07, 2005

Galeria de Exposições do Centro Cultural Luso-Moçambique

 

CULTURA ÁFRICA PORTUGAL MOÇAMBIQUE Cultura: Artistas africanos têm galeria em Lisboa para divulgar a sua arte
Manuela Ferreira, da Agência Lusa
Lisboa, 07 (Lusa) - Artistas africanos menos conhecidos pelos portugueses têm agora, em Lisboa, uma galeria que mostra alguns dos seus melhores trabalhos, sejam eles do ceramista Heitor Pais, do pintor José Pádua, ambos moçambicanos, ou do escultor angolano Magina.
Com pouco mais de seis meses de funcionamento, a Galeria de Exposições do Centro Cultural Luso-Moçambicano, na Loja 43 do Centro Comercial Apolo 70, promoveu já em vários pontos de Portugal seis exposições, a última das quais está patente, até ao final de Agosto, em Vila do Conde.
Nesta última exposição, que assinala o 30º aniversário da independência de Moçambique, estão expostos trabalhos de vários pintores moçambicanos com maior ou menor experiência - Butcheca, Saranga, José Pádua, Gumatsy, Quehá e Lívio de Morais.
O Centro Cultural Moçambicano criado em finais do ano passado agrega um leque variado de individualidades africanas, para além de artistas. Os antigos futebolistas Mário Wilson e Eusébio são alguns dos seus patrocinadores mais entusiastas.
O presidente, Lívio de Morais, um pintor moçambicano a residir em Portugal há 26 anos, explicou à Agência Lusa que "o objectivo e a razão de ser" do Centro Cultural é "a divulgação da cultura moçambicana e africana na Europa, através de Portugal, privilegiando a língua portuguesa".
Por razões históricas, não teria sentido o Centro Cultural Moçambicano nascer e ter sede noutro país europeu¯, comenta o pintor, acrescentando que o objectivo é também aproximar cada vez mais as culturas, "ao encontro da nova mentalidade universal do Conhecimento, Convivência, Tolerância e Paz Mundial".
Com 235 sócios, o centro visa actuar em diversas áreas para além da Cultura, com realce para a área social, onde  e acompanham já cidadãos moçambicanos com menores recursos, mesmo quando hospitalizados ou presos.
O associativismo é por natureza o meio de pensar, decidir e viver comum¯, salienta Lívio de Morais, explicando que entre os objectivos do centro está também o acompanhamento jurídico para garantia e defesa dos direitos sociais e humanos dos moçambicanos em Portugal.
As crianças, as mulheres e os estudantes universitários moçambicanos em Portugal merecem atenção particular deste Centro Cultural, que também pretende actuar na área de formação, prevendo-se o início de cursos de informática para Setembro.
A Gastronomia, o Desporto e a Saúde são outros sectores em que o Centro Cultural Moçambicano pretende desenvolver acções de dinamização.
A literatura africana, considerada como uma componente indispensável para a divulgação da língua africana e meio indispensável da cultura africana na Europa, merece também o interesse do Centro que pretende, nomeadamente, editar jovens escritores.
Contamos com o pouco que nos derem, nem que seja uma carta com umas palavras de encorajamento, diz Lívio de Morais, adiantando que qualquer oferta é bem vinda, quer se trate de livros, cadeiras, mesas ou pequenos donativos financeiros.
Enquanto sonham com uma sede em que possam ter uma biblioteca, dar apoio aos sócios e realizar acções de formação, foram dados passos decisivos com a abertura da Galeria de Exposições.
O português Paulo Ossião, o cabo-verdiano David Levy Lima, a guineense Manuela Jardim são alguns dos artistas integrados no projecto.
Neste momento, a Galeria tem em exposição obras de Malagatana, Lívio de Morais, Magina e Heitor Pais, que podem ser adquiridas por valores que oscilam entre algumas centenas de euros e os 1.400.


terça-feira, junho 28, 2005

Almada Negreiros - "A Flor"

“Pede-se a uma criança: Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém. Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.

Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.

Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!

Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!”

in Antologia de Poesia Portuguesa, Volume II, pg 1616

segunda-feira, junho 27, 2005

Livraria Barata - Descontos

Grande Festa do livro na Barata


Pela primeira vez as Livrarias Barata vão organizar a partir do dia 18 de Junho, uma grande festa de descontos em TODOS OS LIVROS.
É só procurar a data da etiqueta da Barata que se encontra colada no livro e verificar o desconto correspondente, sendo que, se a data for:

anterior a 2000 - o desconto será de 50%

entre 2000 e 2001 - o desconto será de 30%

entre 2002 e 2003 - o desconto será de 20%

entre 2004 e 2005 - o desconto será de 10%


É uma oportunidade única abrangendo todos os livros, desde o Infantil ao Romance, passando pelo Livro Técnico ou o Livro de Arte.
Barata
avenida de roma * Barata campo de ourique * Barata técnica [IST] * Barata agronomia [ISA] * Barata técnica [FCT] * Barata évora [UE]

 

 

quinta-feira, junho 23, 2005

Aíto Bonfim

Loucura Suave

Amor

Amor à vida

Ao belo artístico do trabalho

Agrícola

Amor

Amor ao corpo de guerreiro morto pela

África

À paz vitoriosa

Amor

Amor na alegria e prazeres tam-tam

Na harmonia do corpo suado

Amor nos sorrisos electrizantes duma

Linda somali

Nos olhares sedutores duma tchadiana

Escaldante

Amor

Amor na elegância sensual da perna

Duma santomense

Nos dentes brilhantes do dançarino congolês

Por amor

damos a vida

Para que se vingue o amor.

 

In ”Aspiração” (2002), pg 53

Olinda Beja

Longínqua

Pelas estrias na pela ocre e âmbar

Pelo moer de asas sem rota nem destino

Diríamos uma ave-do-paraíso

Mas a distância na voz

E no olhar

Fazem lembrar uma garça indefesa

Que um dia se perdeu na montanha

 

In Água Crioula (2002), pg. 27

segunda-feira, junho 20, 2005

Novo disco de Pepe Lima


O cantor são-tomense Pêpê Lima lançou na semana passada mais um CD com 11
faixas musicais, intitulado "Paz na Terra".

segunda-feira, maio 30, 2005

René Tavares 02, sem título

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Osvaldo Reis 02, sem título

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René Tavares 01 (2002)

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Menu da Semana Gastronómica de STP

 

SEMANA DE SÃO TOMÉ – RESTAURANTE Terreiro do Paço (Lisboa)

Cozinha equatorial, feita de ingredientes e temperos exóticos (preços entre 12.10€ e 13.90€ o prato)

Segunda-feira,  dia 30 de Maio

Azagoa de carne (carne de porco, folha de Mandioca e feijão vermelho com farinha de mandioca)

Calulu de peixe (garoupa, tomate, malagueta e quiabos com arroz e farinha de mandioca)

Terça-feira, dia 31 de Maio

Molho de fogo (peixe fumado, peixe salgado, tomate, coentros e limão com banana cozida)

Jogo (cação e garoupa, fruta pão com arroz e farinha de mandioca)

Quarta-feira, dia 01 deJunho

Feijão à moda da terra (feijão vermelho, peixe fumado, tomate, ossame e pau de pimenta com arroz)

Arroz de Peixe da Terra

Quinta-feira, dia 02 de Junho

Muqueca de Peixe (pargo, tomate, beringela, óleo de palma com arroz)

Peixe Limão (garoupa, matabala, piri-piri, farinha de mandioca, sementes de óssamo e mocócó)

Sexta-feira, dia 03 de Junho

Azagoa de Peixe (corvina e pargo fumados, folha de mandioca e feijão vermelho com farinha de mandioca)

Calulu de Carne (galinha, tomate, cebola, malagueta e quiabos com arroz e farinha de mandioca)

Sábado, dia 04 de Junho

Calulu de peixe (garoupa, tomate, malagueta e quiabos com arroz e farinha de mandioca)

Domingo, dia 05 de Junho

Azagoa de carne (carne de porco, folha de Mandioca e feijão vermelho com farinha de mandioca)

 

OS DOCES DE SÃO TOMÉ (entre 3.20€ e 3.50€)

Aranha

Arroz de milho

Cocada

I Mostra Gastronómica dos Países de Língua Portuguesa

A STUDIUM e a Associação Amigos do Príncipe, numa organização conjunta com o Restaurante Terreiro do Paço, vão realizar a I Mostra Gastronómica dos Países de Língua Portuguesa, sob a orientação do Chefe Vitor Sobral.
O evento decorrerá entre 25 de Maio e 5 de Junho naquele restaurante. Com este evento pretende-se, promover a gastronomia tradicional dos PALOP e apoiar projectos de Saúde e Educação das Crianças de Rua que vivem nestes países.

Contactos : RESTAURANTE TERREIRO DO PAÇO
TEL: 210312850 FAX 210 312 859
Email: terreirodopaco@quintadaslagrimas.pt

A gastronomia é uma vertente forte da Cultura de qualquer Povo. A mesa é um espaço privilegiado de encontro e de encontros, ou não estivesse a mesa simbolicamente associada à ideia de reunião, de comunhão, de refeição. Em África este conceito de partilha é mesa é elevado à forma de arte.
A primeira semana gastronómica traz à mesa do restaurante TERREIRO DO PAÇO a cozinha de São Tomé e Príncipe. É uma ocasião para saborear o CALULU de São Tomé e o MOLHO DE FOGO do Príncipe entre outros manjares exóticos e que raramente chegam às nossas mesas.
A gastronomia de São Tomé e Príncipe caracteriza-se pela sua excelência, pelo apelo de todos aromas, de todos os paladares, e de todas as cores numa simbiose entre a prodigalidade da natureza da terra e a sabença culinária das suas gentes.
É uma cozinha de tacho,
feita de tradições passadas de geração em geração. É uma cozinha tão fascinante como o é este pequeno país ao qual Portugal está tão ligado.
O restaurante Terreiro do Paço situa-se na praça do mesmo nome, junto ao cais onde durante séculos partiram as naus, caravelas, paquetes rumo às Terras de África e do Oriente donde voltavam carregadas do cheiro de especiarias, esperanças, recordações, fortunas, de cacau e café.
O Terreiro do Paço enquanto cais de ver partir assumiu um papel importante como entreposto comercial e cultural. E, como entreposto cultural, o Terreiro do Paço quer este ano, no qual se comemoram 250 anos do grande terramoto de Lisboa, ser o epicentro da vida gastronómica do Mundo
Português na capital.
Parte da receita desta mostra gastronómica será doada à Associação para a Reinserção das Crianças Abandonadas e em Risco de São Tomé, que desenvolve um meritório trabalho em prol da melhoria das condições de vida das crianças mais carenciadas deste país.

quarta-feira, maio 25, 2005

Nezó 02

Pintura na cidade: Janela para o Mundo, 2002 Posted by Hello

Osvaldo Reis 01

Pintura na cidade: Janela para o Mundo, 2002, 1 de 4 pain�is Posted by Hello

sábado, maio 21, 2005

Olinda Beja 03

Eis-me Aqui

“Estou aqui
a contar-te dos caminhos que percorro
velhos estreitos esventrados
caminhos de sulcos e de cabras onde
nossos avós colheram pão de côdea dura
estou aqui
a contar-te dos cheiros doces e acres
dos frutos tropicais
cheiros que se foram confundindo no sangue
que se afundou em docas e mares mas que emergiu
mais vermelho que o chão da nossa terra
estou aqui inteira viva irrequieta como pássaro
que acasala no equilíbrio de um ramo
e como tu quero ferir meus pés
no lençol de pedras que atapeta o ôbô
inundar de algas azuis o corpo reflectido
no espelho das calemas
estou aqui para escutar o vento no zinco dos casebres
e exorcisar os medos que vagueiam na linguagem do povo

estou aqui como tu
borboleta tricolor que pousa no eco das muralhas
e morre a ouvir histórias de um país calcinado”

in Água Crioula

Alda do Espírito Santo 02

EM TORNO DA MINHA BAÍA (1963)
”Aqui, na areia,
Sentada à beira do cais da minha baía
do cais simbólico, dos fardos,
das malas e da chuva
caindo em torrente
sobre o cais desmantelado,
caindo em ruínas
eu queria ver à volta de mim,
nesta hora morna do entardecer
no mormaço tropical
desta terra de África
à beira do cais a desfazer-se em ruínas,
abrigados por um toldo movediço
uma legião de cabecinhas pequenas,
à roda de mim,
num voo magistral em torno do mundo
desenhando na areia
a senda de todos os destinos
pintando na grande tela da vida
uma história bela
para os homens de todas as terras
ciciando em coro, canções melodiosas
numa toada universal
num cortejo gigante de humana poesia
na mais bela de todas as lições
HUMANIDADE.”